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Como abrir um MEI passo a passo: de graça, em poucos minutos

Veja como abrir o MEI no Portal do Empreendedor, o que precisa ter em mãos, quanto custa por mês e por que ter CNPJ ajuda a registrar a marca do seu negócio no INPI.

Pessoas trabalhando juntas em volta de uma mesa, com notebooks e papéis

Resposta rápida

Abrir o MEI não custa nada e leva poucos minutos no Portal do Empreendedor, com uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Você escolhe as atividades permitidas, informa endereço e dados pessoais, e o CNPJ sai na hora. Depois do cadastro, o custo é uma guia mensal fixa, que fica perto de R$ 82 a R$ 87 em 2026. Com o CNPJ em mãos, o pedido de registro da marca no INPI fica mais simples e a marca já nasce no nome do negócio.

Abrir um MEI é gratuito e leva poucos minutos, direto no Portal do Empreendedor. Você não precisa de contador nem de intermediário: com uma conta gov.br, o CNPJ sai na hora. Quem cobra para abrir está cobrando por algo que o governo entrega de graça.

Este passo a passo mostra o caminho, o que ter em mãos, quanto o MEI custa depois de aberto e por que o CNPJ ajuda quem também quer registrar a marca do negócio.

O que é o MEI?

MEI é o Microempreendedor Individual. É a forma mais simples de ter um CNPJ e trabalhar de forma legal, com nota fiscal, imposto fixo e uma contribuição que dá direito a aposentadoria e a auxílio em caso de doença.

O que ter em mãos antes de começar

  • Conta gov.br de nível prata ou ouro. Se a sua ainda é básica, o próprio aplicativo gov.br ajuda a subir de nível, com reconhecimento facial ou pelo banco.
  • CPF, data de nascimento e título de eleitor ou o número do último recibo do Imposto de Renda. O portal pede um desses para confirmar quem você é.
  • Endereço do negócio. Pode ser o da sua casa.
  • Telefone e e-mail para contato.
  • As atividades que você vai exercer. O MEI só aceita as ocupações da lista oficial, e o portal mostra essa lista na hora de escolher.

Passo a passo para abrir o MEI

  1. Entre no Portal do Empreendedor (gov.br/mei) e clique em "Formalize-se".
  2. Faça login com a sua conta gov.br.
  3. Confira seus dados pessoais e informe o título de eleitor ou o recibo do Imposto de Renda.
  4. Escolha a ocupação principal e, se quiser, até 15 ocupações secundárias. Procure pelo que você faz, em palavras simples. O portal sugere as opções.
  5. Informe o endereço do negócio e os dados de contato.
  6. Leia e aceite as declarações exigidas, entre elas a de que você não é sócio de outra empresa.
  7. Confirme. O CNPJ e o certificado do MEI (CCMEI) saem na hora. Baixe e guarde o certificado em PDF.

Em algumas cidades, dependendo da atividade, a prefeitura pede uma inscrição ou um alvará. O próprio portal avisa quando for o caso.

Quanto custa ser MEI depois de aberto?

A abertura é gratuita. O que existe depois é a guia mensal, a DAS, de valor fixo:

  • 5% do salário mínimo, que vai para o INSS;
  • mais R$ 1 de ICMS, se o negócio é comércio ou indústria;
  • mais R$ 5 de ISS, se é prestação de serviços.

Em 2026 isso dá cerca de R$ 82 a R$ 87 por mês. Como o valor muda quando o salário mínimo sobe, confira o número exato no portal. Há ainda a declaração anual de faturamento, a DASN, que é simples e tem prazo até o fim de maio.

Quais são os limites do MEI?

  • Faturamento de até R$ 81 mil por ano. No ano de abertura, o limite é proporcional aos meses.
  • Apenas uma atividade da lista de ocupações permitidas.
  • Nada de ser sócio, administrador ou titular de outra empresa.
  • No máximo um funcionário, com salário mínimo ou piso da categoria.

Se o negócio passa disso, o caminho é migrar para outro tipo de empresa, como a microempresa.

E a marca do negócio, onde entra o MEI?

Esta é a parte que muita gente deixa para depois e acaba pagando caro. O MEI cuida do CNPJ, mas não protege o nome do seu negócio. Quem protege o nome é o registro da marca no INPI. Ter um CNPJ com determinado nome não impede outra pessoa de depositar esse mesmo nome como marca.

Com o CNPJ aberto, o pedido de registro fica mais simples: a marca nasce no nome do negócio e você evita ter de transferi-la depois, o que custa tempo e dinheiro. Antes de pedir, vale conferir se já existe marca igual ou parecida no seu ramo. O registro nunca é garantido, porque a decisão é do INPI, mas uma boa análise antes de depositar reduz muito o risco de o pedido ser negado.

Já tem o CNPJ ou está para abrir? Faça o pedido de registro da sua marca, com análise de risco e revisão de advogado especialista, e preço final fechado.

Resumo rápido

  1. Abrir o MEI é grátis: gov.br/mei, com conta prata ou ouro.
  2. O CNPJ sai na hora, e o certificado vem em PDF.
  3. Depois, só a guia mensal fixa, perto de R$ 82 a R$ 87 em 2026.
  4. O MEI dá o CNPJ, mas quem protege o nome é o registro da marca no INPI.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam sobre este assunto

Abrir o MEI tem custo?

Não. A abertura é gratuita no Portal do Empreendedor. O que existe é a guia mensal (DAS), que no MEI soma 5% do salário mínimo mais R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS, conforme a atividade. Desconfie de quem cobra para abrir.

Preciso de contador para abrir o MEI?

Não. O cadastro é feito por você mesmo, sozinho, no site do governo. Contador só faz falta se o negócio crescer e passar do limite do MEI.

Quanto posso faturar sendo MEI?

Até R$ 81 mil por ano, o que dá em média R$ 6.750 por mês. No ano em que você abre, o limite é proporcional aos meses de atividade. Passou disso, é hora de migrar para outro tipo de empresa.

Posso registrar a minha marca no INPI sendo MEI?

Pode, e o MEI é um dos caminhos mais simples. Com CNPJ, a marca fica no nome do negócio e o pedido não esbarra na dúvida sobre quem pode depositar. O registro não é garantido, porque a decisão é sempre do INPI.

Quem não pode ser MEI?

Quem é sócio, administrador ou titular de outra empresa, quem tem uma atividade que não está na lista do MEI e quem já passa do limite de faturamento. Algumas situações, como a de servidor público, têm regras próprias.

Antes de registrar, veja se o nome está livre.

A consulta é gratuita e mostra se já existe marca igual ou parecida na base do INPI. Se quiser, um especialista revisa o resultado com você. A decisão final é sempre do INPI.

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