Depois de confirmar que o nome está livre, vem a decisão que mais influencia o que fica protegido — e quanto você vai pagar: em quais categorias registrar. Aqui está um método simples para acertar.
Passo 1: liste tudo o que você vende (e vai vender)
Pegue papel e anote, sem filtro:
- O que você vende hoje (produtos e serviços);
- O que você já vende como extensão (curso, mentoria, linha própria);
- O que entra no plano dos próximos 1 a 3 anos.
Esse inventário é a base de tudo.
Passo 2: separe produto de serviço
Uma distinção que confunde muita gente: vender um produto e prestar um serviço costumam cair em categorias diferentes. Exemplos:
- Um restaurante presta um serviço (alimentação) — e pode também vender um produto (molho próprio engarrafado).
- Um criador presta um serviço (conteúdo, curso) — e pode vender um produto (linha de camisetas).
Quem cobre só um dos lados deixa o outro desprotegido.
Passo 3: priorize o essencial
Nem tudo precisa entrar agora. Ordene por importância:
- Atividade principal — inegociável.
- Extensões reais — o que já existe ou está perto de existir.
- Hipóteses distantes — deixe para quando virarem plano concreto.
Lembre: cada categoria tem sua própria taxa. O objetivo é proteger o que importa sem inflar o custo. Entenda a lógica em categorias de produtos e serviços.
Passo 4: capriche na especificação
Dentro de cada categoria, você descreve exatamente o que a marca cobre. Uma especificação genérica ou mal redigida é uma das causas mais comuns de exigência do INPI. Seja específico e fiel ao seu negócio.
Passo 5: traduza para o "idioma" do INPI
O INPI organiza os ramos de um jeito próprio. Traduzir o seu negócio real para essas categorias é onde um especialista evita erro de enquadramento — um dos motivos mais comuns de indeferimento.
A pesquisa de viabilidade já faz essa tradução. Faça a verificação gratuita: a equipe indica as categorias certas para o seu caso. E se ainda está no começo, veja como registrar uma marca no INPI.