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Processo

Como escolher as categorias certas para a sua marca

· 2 min de leitura · Por Fellipe Araujo
Mesa de escritório organizada para planejar o registro de marca
Resposta rápida: Escolher categorias é equilibrar proteção e custo. O método: liste tudo o que você vende e pretende vender, agrupe por tipo (produto x serviço), priorize a atividade principal e as extensões reais, e deixe de fora o que é só hipótese distante. A pesquisa de viabilidade traduz isso para as categorias do INPI.

Depois de confirmar que o nome está livre, vem a decisão que mais influencia o que fica protegido — e quanto você vai pagar: em quais categorias registrar. Aqui está um método simples para acertar.

Passo 1: liste tudo o que você vende (e vai vender)

Pegue papel e anote, sem filtro:

  • O que você vende hoje (produtos e serviços);
  • O que você já vende como extensão (curso, mentoria, linha própria);
  • O que entra no plano dos próximos 1 a 3 anos.

Esse inventário é a base de tudo.

Passo 2: separe produto de serviço

Uma distinção que confunde muita gente: vender um produto e prestar um serviço costumam cair em categorias diferentes. Exemplos:

  • Um restaurante presta um serviço (alimentação) — e pode também vender um produto (molho próprio engarrafado).
  • Um criador presta um serviço (conteúdo, curso) — e pode vender um produto (linha de camisetas).

Quem cobre só um dos lados deixa o outro desprotegido.

Passo 3: priorize o essencial

Nem tudo precisa entrar agora. Ordene por importância:

  1. Atividade principal — inegociável.
  2. Extensões reais — o que já existe ou está perto de existir.
  3. Hipóteses distantes — deixe para quando virarem plano concreto.

Lembre: cada categoria tem sua própria taxa. O objetivo é proteger o que importa sem inflar o custo. Entenda a lógica em categorias de produtos e serviços.

Passo 4: capriche na especificação

Dentro de cada categoria, você descreve exatamente o que a marca cobre. Uma especificação genérica ou mal redigida é uma das causas mais comuns de exigência do INPI. Seja específico e fiel ao seu negócio.

Passo 5: traduza para o "idioma" do INPI

O INPI organiza os ramos de um jeito próprio. Traduzir o seu negócio real para essas categorias é onde um especialista evita erro de enquadramento — um dos motivos mais comuns de indeferimento.

A pesquisa de viabilidade já faz essa tradução. Faça a verificação gratuita: a equipe indica as categorias certas para o seu caso. E se ainda está no começo, veja como registrar uma marca no INPI.

Perguntas frequentes

Quantas categorias eu realmente preciso?
O suficiente para cobrir o que você vende hoje e as extensões reais do negócio. Para muitos pequenos negócios, uma ou duas categorias bem escolhidas resolvem; operações mais amplas precisam de mais.
Vale a pena registrar categorias 'por garantia'?
Em geral, não. Categorias que são só hipótese distante inflam o custo (cada uma tem taxa própria) sem proteção útil. Melhor focar no real e revisar a estratégia conforme o negócio cresce.
Errei a categoria. E agora?
Categoria errada é uma causa comum de indeferimento. Não dá para 'corrigir' adicionando a um pedido existente — seria um novo pedido. Por isso o ideal é acertar a escolha antes de protocolar.
Sobre o autor

Fellipe Araujo é da equipe da HotMarcas, especializada em registro e acompanhamento de marcas no INPI há 30 anos, com procurador autorizado pelo INPI.